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Cinco Miligramas de Misantropia

Troops of Doom – A Mass to the Grotesque

Troops of Doom - A Mass to the Grotesque

A banda The Troops of Doom, liderada pelo lendário Jairo “Tormentor” Guedz, está de volta com seu segundo álbum, “A Mass to the Grotesque”. Formada em 2020 durante a pandemia, a banda rapidamente se destacou pela sua abordagem old school do death-thrash metal, uma homenagem aos primórdios do gênero que Guedz ajudou a moldar durante seus dias no Sepultura. Este novo trabalho é uma verdadeira celebração do som brutal e agressivo que marcou os anos 80, mas com uma produção moderna e refinada que garante sua relevância nos dias de hoje.

Um Retorno às Raízes

Desde a formação do The Troops of Doom, Jairo Guedz, juntamente com Marcelo Vasco (guitarra), Alex Kafer (vocal e baixo) e Alexandre Oliveira (bateria), tem se dedicado a reviver a essência do death-thrash metal. Com influências que vão de Slayer a Celtic Frost, passando obviamente pelo próprio Sepultura, a banda oferece uma viagem nostálgica para os fãs mais antigos do gênero, ao mesmo tempo em que apresenta esse som para uma nova geração de headbangers.

“A Mass to the Grotesque” dá continuidade ao trabalho iniciado com o debut “Antichrist Reborn” (2022). A primeira metade do álbum é particularmente impressionante, com faixas como “Dawn of Mephisto”, “The Impostor King” e “Faithless Requiem”, que combinam riffs rápidos e melódicos, blast beats implacáveis e uma atmosfera sombria que remete aos melhores momentos do death metal clássico.

Produção Impecável

A produção do álbum é outro ponto alto. Gravado no icônico Morrisound Studio, na Flórida, com mixagem e masterização de Jim Morris, “A Mass to the Grotesque” soa tanto como um clássico da velha guarda quanto uma obra contemporânea. A clareza dos instrumentos, aliada ao peso das composições, proporciona uma experiência auditiva poderosa e envolvente. A capa, criada pelo renomado artista Dan Seagrave, que já trabalhou com bandas como: Dismember,  Entombed,  Malevolent Creation, Morbid Angel, Pestilence, Suffocation, entre dezenas de outras bandas,  complementa perfeitamente o conteúdo desse trabalho do Troops of Doom, oferecendo algumas evidências visuais do que podemos esperar do álbum.

Inovações e Experimentações

Embora o álbum mantenha uma base sólida no death-thrash metal tradicional, The Troops of Doom não se esquiva de experimentar. “Psalm 7:8 – God of Bizarre”, por exemplo, é uma faixa mais longa e complexa, com elementos atmosféricos que adicionam uma nova dimensão ao som da banda. Já “Venomous Creed”, que encerra o álbum, apresenta influências de doom metal, mostrando a versatilidade e disposição da banda em explorar novas sonoridades.

Críticas e Recepção

Apesar de algumas críticas apontarem uma certa previsibilidade nas composições, “A Mass to the Grotesque” foi amplamente bem recebido tanto pela crítica quanto pelos fãs. É um álbum que celebra as raízes do death-thrash metal enquanto atualiza o som para o público moderno. A produção de alta qualidade e a execução técnica dos músicos garantem que, mesmo nas faixas mais complexas, o álbum mantém a coesão e a intensidade necessárias para satisfazer os fãs do gênero.

Conclusão

“The Troops of Doom” com “A Mass to the Grotesque” entrega exatamente o que promete: um retorno glorioso ao death-thrash metal old school, mas com um toque moderno. Este álbum é uma verdadeira homenagem ao gênero e certamente ocupará um lugar especial na coleção de qualquer fã de metal extremo. Se você é fã dos primórdios do Sepultura, Slayer ou Possessed, não pode deixar de conferir este lançamento. A produção impecável, as composições afiadas e a energia visceral fazem deste álbum uma experiência obrigatória.

Tracklist

  1. Solve Et Coagula – Introduction
  2. Chapels Of The Unholy
  3. Dawn of Mephisto
  4. Denied Divinity
  5. The Impostor King
  6. Faithless Requiem
  7. Psalm 7:8 – God of Bizarre
  8. Terror Inheritance
  9. The Grotesque
  10. Blood Upon The Throne
  11. Venomous Creed
Filipe Souza

Filipe Souza

Editor / Jornalista Responsável

MTB32471/RJ

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